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Foto:  https://papocultura.com.br/

 

REGINA AZEVEDO

( Rio Grande do Norte – Brasil )

 

Nasceu em Natal (RN), em 2000, e é poeta. Publicou os livros de poemas Das vezes que morri em você (Jovens Escribas, 2013), Por isso eu te amo em azul intenso (Jovens Escribas, 1015) e Pirueta (Selo Duburro, 2017), além de alguns fanzines como Carcaça (2015). 

 

AS 29 POETAS HOJE / organização Heloisa Buarque de Holllanda.  São Paulo: Companhia das Letras, 2021.  Vários autores.  Capa: Tereza Bettinardi.  ISBN 978-85-359-3437-3    
Ex. bibl. Antonio Miranda

“São poetas mulheres de todo o país, algumas já publicadas e outras inéditas em livro. Com estilos diferentes, elas mostram a força de uma poesia questionadora, combativa, corajosa. Uma poesia que nasce de um corpo, que fala sobre o machismo, desigualdade, política e sobre o país.”  [Texto de apresentação na orelha do livro.]

Recomendamos o livro, com entusiasmo. Vamos apresentar apenas algumas autoras de poemas do livro, dentre as que ainda não estão em nosso Portal de Poesia Ibero-americana que, em vinte anos de edição, já está chegando aos 10.000 autores, a caminho de 50.000 poemas, além de vídeos, fotos, biografias, etc, etc.
No caso presente, escolhemos apenas dois poemas de três autoras, de regiões do Brasil menos divulgados (!!) por questões de restrições dos direitos autorais da editora. RECOMENDAMOS aos nossos leitores que busquem o exemplar da obra nas livrarias ou pela internet. Vale a pena!!! Lembrando que já existia uma edição anterior — “26 POETAS HOJE”,  da época da poesia da geração marginal, onde estão algumas das autoras desta nova edição. Livros indispensáveis para entender o nosso Brasil daquela época e dos tempos atuais!!!

 

o sertão sou eu

capim seco
corta pele
atinge carne
longe gado cai,
gado só fica em pé com água
vovó quase não conhece
terra molhada
sandália minha brilha,
pé de solas avermelhadas
desci do salto
passeio na estrada do tempo
corpo tem necessidade
de estar perto da alma
corpo quer morar em casa
corpo precisa adormecer
ouvindo sua voz
canto de galo celebra milharal
água chegando na caixa
paredes ficam frias
afundo surda em colcha de pano
cada retalho tecido pela desistência
de um bicho
afogo muda em cílio de pavão
pés repousam na rede
chaleira geme
capim santo
alma despida de cidade
dor se despede
deixa corpo aos poucos
chove



fundo

clichê clássico
eu te amo do fundo
do meu útero
solo sagrado de pecado
perto de onde seu pau se enfia encosta e arde
no limiar da dor
afina o violino do futuro
células dançam
leite manchando mundinho cor-de-rosa
você não tem vontade de ir embora
porque chão é cama, chuveiro é cama
areia espelho escada e também em pé
cama é onde você se deita sente meu cheiro e
[ perde o sono
onde eu mostro que as poetas são mais
com a mão dentro da calça
olhando fundo no seu olho
amando de novo

 

*

VEJA e LEIA outros poetas do RIO GRANDE DO NORTE em nosso Portal:

 

http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/rio_grande_norte/rio_grande_norte.html

 

            Página publicada em abril de 2022


 

 

 
 
 
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